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O Pastor e suas Ovelhas

 


Todo relacionamento saudável é uma via de duas mãos. É bilateral. A interação pastor/rebanho tem se complicado a cada dia. Acredito que devido, entre outros fatores, a alguns que passo a discorrer:

1. Desvalorização da vocação pastoral: A vocação pastoral está em baixa. Nunca ser pastor foi tão tratado como  comum, algo sem o que Paulo menciona “excelente obra deseja” (I Tm 3.1). Para muitos crentes não há excelência na vocação e muito menos no trabalho pastoral. Isto porque não dão o devido valor a sua vida espiritual e conseqüentemente chegam a ridicularizar a vocação pastoral. Um bom exemplo disto é que algumas igrejas dispensam o trabalho pastoral para investir em construção ou coisa do tipo. Outros crentes até acham que o pastor ganha muito por aquilo que faz. É profundamente triste ter ovelhas assim. É importante lembrar que parte do cuidado, pastoreio divino é conferido ao pastor que Deus vocaciona para desenvolver (Jr. 23.4) e que, absolutamente, recurso nenhum pela excelência da vocação e do trabalho pastoral, “paga” ao servo de Deus assim vocacionado (I Tm 5.17).

2. Desconhecimento das funções pastorais: É muito comum o membro esperar que o pastor esteja em “todas”. Alguns até pensam que ele é funcionário da Igreja. Como se o pastor não tivesse vida própria (aqui menciono o cultivo de sua espiritualidade, cuidado para com os de “casa”; vida social particular e recreativa) e até suas próprias prioridades no trabalho pastoral tais como preparação de estudos/mensagens; intercessão pelos membros; aconselhamento e visitação necessária e solicitada. A Igreja não é patrão do pastor, pelo contrário, o ministro do evangelho é quem conduz espiritualmente o rebanho e preside o próprio conselho da Igreja. Só para lembrar, os pastores da Igreja do Senhor resolveram instituir a diaconia para se dedicarem mais à oração e ao ministério da Palavra (At. 6.4). Não é de se estranhar, que os pastores, assim continuem a fazer.
Se por um lado o pastor deve ter convicção de sua vocação e ser fiel a Deus que o vocacionou (I Co 4.2), por outro, a comunidade da fé necessita não pecar contra Deus com palavras e comportamentos inadequados para com o seu pastor.

Rev. Itamar

 

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